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Segunda-feira, 05 de Dezembro de 2016 às 08:33

Black Sabbath faz show repleto de clássicos e mostra estar melhor do que nunca

Como uma despedida gloriosa. Foi assim que os veteranos Ozzy OsbourneTony Iommi e Geezer Butler prepararam o espetáculo que emocionou os quase 70 mil fãs que lotaram o Morumbi na noite de domingo (04). Com uma avalanche de hits, o Black Sabbath provocou momentos de catarse no público e provou que sua obra resiste firme à prova do tempo.

Não demorou muito para que, logo após o apagar da luzes do estádio, todo mundo começasse a berrar e a ovacionar os “deuses do rock” que subiam ao palco ao som da sequência clássica de notas que inaugurou oficialmente o heavy metal em 1970, "Black Sabbath", enquanto os telões enchiam os olhos do espectador com um vídeo de abertura cheio de efeitos especiais. E aí foi só Ozzy começar a cantar “What is this that stands before me?” para notar que tinha um Morumbi inteiro a seus pés. O público estava entregue. 

A partir daí, nem a chuva incessante e torrencial que durou o show inteiro e nem mesmo um apagão no telão bem no meio de "After Forever" foram suficientes para conter a empolgação de uma platéia que sabia que era “agora ou nunca”. Logo ao final da primeira música, todos já entoavam em uníssono o grito que se ouviu várias vezes durante a noite: “Olê, olê, olê, olê… Sabbath! Sabbath!”. 

A sensação era a de um último encontro onde nenhuma das partes queria que o final chegasse. Nesse clima, Ozzy, Iommi e Butler se mostraram empolgados, sorridentes a cada música e sempre fazendo questão de perguntar se a galera estava se divertindo. Antes de iniciar "Into The Void", Ozzy até cantarolou “Singing In The Rain”, mostrando que, apesar da chuva que castigava a todos, eles estavam a todo vapor.

"Snowblind" veio em seguida, arrancando uma das melhores participações do público, que mal sabia que ainda seria exigido em triplo na pedrada seguinte: "War Pigs". Esta sim testemunhou um dos momentos mais emocionantes da noite, com Ozzy convocando todos a cantar junto, e o que se ouviu foi simplesmente uma multidão berrando todos os versos a plenos pulmões, fazendo bonito nos vocais de uma das músicas mais importantes da história da banda.

Enquanto todos se recuperavam da emoção, Ozzy anunciou "Behind The Wall Of Sleep", dizendo que era uma música “tão louca quanto ele”, e logo na sequência emendaram "NIB" com direito à introdução antológica de Butler, "Bassically". Esse, outro momento mágico em que banda e público estiveram em plena harmonia, todos hipnotizados pelo som impecável do baixo que ecoava dos poderosos falantes do estádio. 

Iommi e Butler brilharam a noite toda, e o baterista Tommy Clufetos deu um show à parte: firme, preciso e muscular, seu estilo de tocar é uma das melhores surpresas do show, honrando o legado de Bill Ward com uma pegada moderna e virtuosa. Fez um solo de bateria impressionante, super técnico, mas musical ao mesmo tempo, levando o público à loucura.

Do final do solo de batera, espertamente, surge "Iron Man", que foi ovacionada e cantada, novamente, em coro. Ozzy, empolgado, aproveitou para agradecer e abençoar a todos. “God bless you all”. "Dirty Women" veio na sequência para acalmar os ânimos ao mesmo tempo que abriu espaço para Iommi brilhar ainda mais com um dos solos mais impressionantes de todo o show. 

Antes de tocar a saideira, Ozzy ordenou que todos pulassem e “ficassem loucos” em "Children Of The Grave". “Let’s jump”, pediu ele antes do palco explodir com o riff poderoso deste clássico de Master Of Reality. Todos obedeceram e o que se viu foi uma massa interminável de pessoas pulando em todos os cantos do Morumbi.

Mas, claro, o final apoteótico ainda estava por vir. Como se todos ainda não estivessem extasiados o suficiente, "Paranoid" veio para arrebatar de vez o publico e provocar uma última onda de euforia. Ali estava um grupo impecável, pulsante e absolutamente dono de si, orgulhoso de sua história e entregando pra gente a intensidade que se espera de uma última turnê. 

Mais do que testemunhar o adeus de uma das mais importantes bandas de todos os tempos, quem foi ao Morumbi testemunhou três lendas vivas em plena forma, melhores do que já estiveram em muitos anos, tocando como se fosse o último show de suas vidas. Pena que desta vez não é só força de expressão.

Encharcados de chuva e de alguns dos maiores clássicos do rock, saímos todos de alma lavada.

Obrigado, Black Sabbath. 

 

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POSTADO POR: Desapego Games